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Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Estrelas como nós

Há estrelas que guiam. Que levam à descoberta. Que iluminam os dias, não sendo, para isso, relevante saber o que são, como são, quem são, o que fazem, o que dizem ou se são estrelas anãs ou a Estrela da Manhã. Se pertencem a uma nebulosa ou à Via Láctea. Se brilham na sua quietude ou rebentam na imensidão do universo.

 

Uma estrela brilha só por si. Basta estar visível, mesmo que já não exista. Todas constituem um dos momentos mais belos oferecido pela mão na Mãe Natureza. Todas pertencem ao céu estrelado, cintilando numa noite sem luar ou num local distante dos afazeres da vida moderna. Ocasião difícil de reproduzir, mesmo se tomarmos como referência a belíssima pintura de Van Gogh. Nada é comparável à visão do nosso olhar.

 

Todavia, na imensidão do cosmos, existem muitos tipos de estrelas: há aquelas que se auto-intitulam, e que alguns de nós seguem por todo o lado, cegamente, como se fossem a estrela-guia, perdendo, muitas vezes a noção das bonitas estrelas que nos ladeiam sem serem ostensivas e sem sugarem para elas toda a atenção, e todo o nosso ser. No fundo, estas auto-estrelas são pessoas como nós. Com as mesmas necessidades, preocupações, preconceitos, responsabilidades e desamores. Ou então não, e são seres que brilham apenas para eles. Qualquer que seja a situação, tomemos o livre-arbítrio iluminado à luz do céu...

 

Há também aquelas estrelas que, com o constante passar do tempo a uma velocidade desgovernada, entram no esquecimento e que só lhes damos valor quando temos de escolher um lugarzinho especial lá no alto do céu. E olhamos para elas todas as noites, sentindo tanta falta de quando habitavam entre nós. Às vezes, escorre uma finíssima gota pela face, nunca sabendo se é pela saudade, se pela beleza do espaço...

 

E, por último, não poderiam faltar as estrelas que somos nós e que, mesmo sem sabermos, iluminamos a vida de alguém. Esse brilho é parte do infinito céu, da fantástica beleza, do celestial amor que habita a nossa matizada vida...

Saltemos  da cadeira a olhemos o céu, talvez consiguamos descobrir maravilhas no silêncio que nos é retribuído, no olhar que projetamos, no cintilar do infinito...

 

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Nota: O tema deste post foi sugerido por João Costa. Obrigada!

 

Somos todos estrelas!

Quando olho para o céu noturno e reparo que este é desenhado por pontos brancos que cintilam, lá longe, num lugar impossível de alcançar, sinto-me invadida pela imensidão da beleza desse quadro da noite.

 

Há uma inexplicável conexão com o infinito. Uma tentativa de imaginar como as barreiras do tempo e espaço são vencidas pela luz que nos chega em raios que não conseguimos desenhar.

 

Mais belos ainda são aqueles pontos que se desconstroem numa passagem rápida por nós! Uma bola de gelo que derrete com o calor e se desfaz pelos céus, como se fosse pó de fada para concretizar sonhos!

 

São sonhos e significados que se controem em torno dos pontos imensos que circulam num espaço infinito, onde não cabem as ilusões criadas!

 

Pontos que se unem para a formação de desenhos que orientam a jornada do navegador.

 

Luz que acalenta a mente e o coração quando a escuridão caí sobre os que olham para o amanhã.

 

São o Norte, o Sul, o Este, o Oeste e todas as direções da vida. São a estrela polar que guia o caminho!

 

Carregam em si a esperança dos pequenos quando alguém querido se torna numa estrela!

 

Astros com brilho próprio que, mesmo na sua morte, iluminam as nossas vidas.

 

Ser estrela é ser mais e ir além! É orbitar num espaço sem fim, à mercê das regras da Natureza que vão para lá da compreensão da criança.

 

Ser estrela é desfazer-se em pedaços para concretizar sonhos e desejos.

 

É dar-se com o brilho que aparece, timidamente, no silêncio da noite, quando o mundo se deitou e restam pensamentos que pairam pela atmosfera do imaginário.

 

Ser estrela é ser luz. Sejamos essa luz na nossa e na vida dos outros.

 

Somos todos estrelas e cabe a cada um de nós decidir o quanto queremos brilhar na noite!

 

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Nota: O tema do post de hoje, «Estrelas», é o resultado de um desafio proposto por um dos nossos leitores.

 

 

Carta aberta a todas as mães

Àquelas que geraram novas vidas ou que permitiram que outras renascecem nos seus corações através do Amor;

 

Àquelas a quem nos entregámos por sentir proteção e carinho;

 

Àquelas que nos alimentaram a partir de si e que se deram inteiramente;

 

Àquelas a quem as lágrimas caíram quando nos deixaram na escola pela primeira vez;

 

Àquelas que não dormem porque choramos desde o primeiro dia das nossas vidas;

 

Às que nos deram a última fatia de bolo ou o pedaço de chocolate e que nos obrigaram a comer os legumes e sopa;

 

Às que nos levaram a passear pelo parque e largaram as nossas mãos para sentirmos a liberdade, para cairmos e superarmos as adversidades, ainda que a vontade tivesse sido amarrarem-nos nos abraços apertados;

 

Às Mulheres fortes que nos suportaram desde que nascemos e, sempre que precisamos de colo, ainda que sejamos adultos, nos carregam como se fossemos bebés com apenas 3 quilos;

 

Àquelas que têm o beijo mais doce e que sorriem porque estamos felizes;

 

Às Mulheres que cuidam das nossas necessidades e ainda preparam a nossa refeição de eleição, apesar do dia de trabalho ter sido doloroso e se sentirem esgotadas;

 

Àquelas que, mesmo na dor, desenham sorrisos nos seus rostos para que as vejamos sempre felizes;

 

Às nossas heroínas, Mulheres de eleição e Amigas para a vida.

 

Às nossas Mães de sangue e de coração.

 

À minha mãe por todo o Amor e Entrega,

Um feliz Dia da Mãe!

 

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P.S. Texto comemorativo do 1.º aniversário do blog «Mantinha do Ego». As mães foram o nosso primeiro tema e agora, um ano depois, surge novamente com nova reflexão e partilha.

As mães são super-heróis

Há coisas que não mudam e uma mãe é isso. O imutável. Por muitas contrariedades que apareçam, por muitas ausências que se verifiquem, uma mãe não se altera. É. Fica. Está. E, como tal, padece de características únicas:


A mãe tem ouvidos supersónicos. Ouve até quando há silêncio. Esta quietude significa que o que está a acontecer não é bom. O silêncio é equivalente à resposta «Nada...» quando perguntamos «O que estás a fazer?». Em qualquer das situações é alerta-disparate;


A mãe tem visão lazer. Vê o que se passa quando não está presente, o que dá, muitas vezes, azo à pergunta «Como é que sabes?»;


A mãe tem supervoz, principalmente quando entoa em decibéis acima do normal o primeiro e segundo nome do filho, por exemplo, Cátia Alexandra ou Joaquim Gregório. Quando era criança, ouvir Lúcia Cristina era muito mau sinal. No entanto, o poder da voz também pode ser utilizado no sentido inverso. Não há voz mais doce que a da nossa mãe;


A mãe tem poderes curativos. Um beijinho no local lesionado e... «já passou»;


A mãe tem olfato apurado. Consegue cheirar até as asneiras;


A mãe sabe voar, sobretudo quando os objetos se desviam, inexplicavelmente, de cima dos móveis ou quando ligam da escola por algum motivo que se prende com a saúde dos filhos;


A mãe anda constantemente em fast foward. São mil e uma tarefas para fazer ao mesmo tempo: cozinhar, dar banho, passar a ferro, ajudar nos trabalhos de casa, verificar o telemóvel e, por vezes, dar um beijinho, por alguém se ter portado bem;


A mãe é uma enciclopédia. Talvez seja por isso que chamam «Mãeeeeee» tantas vezes por dia;


A mãe livra-se do cansaço facilmente, para isso basta o filho abraçá-la e dizer: «Gosto de ti!»;


A mãe é um super-herói só que para se manter na clandestinidade troca a capa pelo avental...

 

 

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P.S. Texto comemorativo do 1.º aniversário do blog «Mantinha do Ego». As mães foi o nosso primeiro tema e agora, um ano depois, surge novamente com nova roupagem...

Um ano de retalhos!

Um ano se passou desde que surgiu a «Mantinha do ego»...

 

Partilhar pensamentos, reflexões, poemas, textos com um humor subtil e até virar o «Mundo ao contrário», foram os motivos que nos levaram, a mim e à Lúcia Costa, a escrever neste espaço intimista.

 

Entre posts que estiveram em destaque, memórias que foram recordadas em palavras que se empilharam, sentimentos que afloraram os dias e a alma, é com muita alegria que celebramos esta data!

 

Um ano em que apenas escrevemos com a simplicidade e o objetivo de nos entregarmos à criatividade...

 

Apesar das ausências e da inspiração literária que se escondeu de vez em quando, ainda que os temas por vezes fossem os mais aleatórios e, por isso, mais desafiantes, a certeza é a de que iremos continuar a escrever neste espaço que tanto é lido em vários cantos do nosso Algarve, como em Lisboa, Porto ou Santarém, voando além fronteiras pela América, Ásia e África.

 

A verdade é que «para viajar basta existir», mas a literatura permite-nos voar e percorrer todos os cantos do mundo, nem que seja pelo imaginário que nos transporta aos lugares mais felizes que nos forem possíveis construir.

 

Aqui fica um agradedimento a todos aqueles que leram os nossos retalhos e que fazem parte deste blog. E à Lucia, que traz através dos seus textos, um olhar interessante, com um humor inteligente e desafiante a todos os que se aventurarem na leitura das suas partilhas, fica um agradecimento especial por termos avançado com este pequeno projeto.

 

Continuem a acompanhar estes retalhos da mantinha e aconchegue-se nas nossas partilhas!

 

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Hoje é o dia de aniversário da Mantinha

Há um ano surgiu, assim, envergonhado, um espaço pequenino, capaz de nos obrigar a escrever e a pensar naquilo que nos rodeia, incomoda, amamos, transformando esses escritos e pensamentos em pequenos retalhos do nosso quotidiano.


Hoje, descobrimos que, apesar das ausências, que se prendem com o trabalho efetivo que nos surge pela frente e não com a vontade de ir crescendo e escrevendo, tivemos quase 14 mil visualizações e 20 visitas diárias. Que tivemos um post destacado como um dos melhores do ano de 2018 e que fomos várias vezes escolhidas pela equipa do portal Sapo para destaque.


Penso que alcançámos muito mais do que esperei de início. Que, se calhar, há pessoas que gentilmente nos leem e nos visitam quer seja na área da grande Lisboa, Porto, Algarve ou até dos Estados Unidos da América ou do Vietnam.


É certo que estou muito grata a todos, e também é certo que é de louvar a Alexandra, pois é com ela que este espaço faz sentido.


Passou um ano de Mantinha do Ego. E garanto que continuaremos, ou não fosse o nosso primeiro tema as mães, que nos dão vida. E se o fizeram há um ano, certo que continuarão a fazê-lo.


De repente, parece que isto ficou um pouco sentimental... Pode ser que o retalho da Alexandra, que surgirá brevemente, contenha a beleza da poesia...

 

Obrigada a todos os leitores e à equipa da Sapo.

 

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