Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Carta aberta a todas as mães

Àquelas que geraram novas vidas ou que permitiram que outras renascecem nos seus corações através do Amor;

 

Àquelas a quem nos entregámos por sentir proteção e carinho;

 

Àquelas que nos alimentaram a partir de si e que se deram inteiramente;

 

Àquelas a quem as lágrimas caíram quando nos deixaram na escola pela primeira vez;

 

Àquelas que não dormem porque choramos desde o primeiro dia das nossas vidas;

 

Às que nos deram a última fatia de bolo ou o pedaço de chocolate e que nos obrigaram a comer os legumes e sopa;

 

Às que nos levaram a passear pelo parque e largaram as nossas mãos para sentirmos a liberdade, para cairmos e superarmos as adversidades, ainda que a vontade tivesse sido amarrarem-nos nos abraços apertados;

 

Às Mulheres fortes que nos suportaram desde que nascemos e, sempre que precisamos de colo, ainda que sejamos adultos, nos carregam como se fossemos bebés com apenas 3 quilos;

 

Àquelas que têm o beijo mais doce e que sorriem porque estamos felizes;

 

Às Mulheres que cuidam das nossas necessidades e ainda preparam a nossa refeição de eleição, apesar do dia de trabalho ter sido doloroso e se sentirem esgotadas;

 

Àquelas que, mesmo na dor, desenham sorrisos nos seus rostos para que as vejamos sempre felizes;

 

Às nossas heroínas, Mulheres de eleição e Amigas para a vida.

 

Às nossas Mães de sangue e de coração.

 

À minha mãe por todo o Amor e Entrega,

Um feliz Dia da Mãe!

 

maes.jpg

P.S. Texto comemorativo do 1.º aniversário do blog «Mantinha do Ego». As mães foram o nosso primeiro tema e agora, um ano depois, surge novamente com nova reflexão e partilha.

As mães são super-heróis

Há coisas que não mudam e uma mãe é isso. O imutável. Por muitas contrariedades que apareçam, por muitas ausências que se verifiquem, uma mãe não se altera. É. Fica. Está. E, como tal, padece de características únicas:


A mãe tem ouvidos supersónicos. Ouve até quando há silêncio. Esta quietude significa que o que está a acontecer não é bom. O silêncio é equivalente à resposta «Nada...» quando perguntamos «O que estás a fazer?». Em qualquer das situações é alerta-disparate;


A mãe tem visão lazer. Vê o que se passa quando não está presente, o que dá, muitas vezes, azo à pergunta «Como é que sabes?»;


A mãe tem supervoz, principalmente quando entoa em decibéis acima do normal o primeiro e segundo nome do filho, por exemplo, Cátia Alexandra ou Joaquim Gregório. Quando era criança, ouvir Lúcia Cristina era muito mau sinal. No entanto, o poder da voz também pode ser utilizado no sentido inverso. Não há voz mais doce que a da nossa mãe;


A mãe tem poderes curativos. Um beijinho no local lesionado e... «já passou»;


A mãe tem olfato apurado. Consegue cheirar até as asneiras;


A mãe sabe voar, sobretudo quando os objetos se desviam, inexplicavelmente, de cima dos móveis ou quando ligam da escola por algum motivo que se prende com a saúde dos filhos;


A mãe anda constantemente em fast foward. São mil e uma tarefas para fazer ao mesmo tempo: cozinhar, dar banho, passar a ferro, ajudar nos trabalhos de casa, verificar o telemóvel e, por vezes, dar um beijinho, por alguém se ter portado bem;


A mãe é uma enciclopédia. Talvez seja por isso que chamam «Mãeeeeee» tantas vezes por dia;


A mãe livra-se do cansaço facilmente, para isso basta o filho abraçá-la e dizer: «Gosto de ti!»;


A mãe é um super-herói só que para se manter na clandestinidade troca a capa pelo avental...

 

 

mae1.jpg

 

 

P.S. Texto comemorativo do 1.º aniversário do blog «Mantinha do Ego». As mães foi o nosso primeiro tema e agora, um ano depois, surge novamente com nova roupagem...