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Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

A amizade é uma viagem de comboio

Falar de amizade não é fácil. Assim como não é simples falar sobre o amor, a felicidade ou a alegria...

 

Quando penso na palavra amizade, o que me vem à mente são muitas das caras conhecidas que se cruzaram no meu percurso de crescimento e descoberta do mundo.

 

É recordar aqueles rostos da escola primária, em que, entre sorrisos e corridas, desperta-se na minha memória brincadeiras e traquinices que fazia com os meus amigos daquela altura nos recreios de 30 minutos. Desde brincar nos baloiços, a imaginar que estavamos em alto mar e tinhamos que fugir de tubarões e saltar de um lado para o outro. São memórias felizes de amizades que vivi naquela altura.

 

Claro que algumas amizades acompanharam-me para outras fases da vida, outras ficaram apenas «naquele altura». São as estórias de outros tempos. E muitas outras vieram, tantas outras ficaram naquele ou no outro capítulo da minha pequena história. Mas todas foram, são e serão importantes. Todas acrescentaram um bocadinho àquilo que sou, outras levar um pedacinho daquilo que era, mas todas elas contribuiram para que pudesse ser quem e o que sou hoje. 

 

Pensar sobre a amizade seja isso. Olhar em retrospetiva e perceber que todos os que passaram e tiveram importância na nossa vida, com quem vivemos experiências, momentos, acontecimentos e histórias únicas e inesquecíveis, são nossos amigos, seja de «outros tempos» seja do «agora».

 

Descrever este laço de relação, é pensar no meu percurso, é ver e sentir quem faz parte dele. São as personagens que ainda fazem parte da história do hoje que me deixam feliz assim como todas as outras, que me permitiram crescer, desenvolver e descobrir o mundo.

 

Por isso, penso na amizade como algo que está sempre em movimento. Talvez como um comboio que parte de uma estação e, entre as suas inúmeras paragens, muitos são os passageiros que entram para a mesma carruagem em que nos encontramos. Há aqueles que se destacam, outros nem tanto, mas aí pode-se fazer história. A nossa história. Naquela carruagem. Naquela viagem.

E há aqueles que se sentam ao nosso lado e são importantes para nós, mas nem sempre ficamos nas mesmas paragens. Às vezes essas pessoas saem primeiro, por vezes somos nós que saímos do comboio. Mas as histórias, essas, serão sempre parte da viagem. Aquela viagem única, inesquecível e que nos permite descobrir o mundo.

 

Talvez seja isto mesmo: uma viagem de comboio, que tem a sua história, a sua descoberta.

 

No fundo, é uma procura pelos laços das histórias da amizade, que entre passageiros, passagens e conversas, se contróiem histórias que tornam a viagem aliciante e incrível!

 

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