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Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

A metamorfose da memória

Abro as caixas da memória e mergulho nas inúmeras pastas, até então esquecidas, de episódios de uma vida que me parece cheia, curta, fugaz...

 

Mergulho entre fotografias, textos, pequenas lembranças que ganham forma e cujo significado ficou esquecido há muito tempo...

 

Aquela caixinha branca com borboletas roxas e cor-de-rosa, contém pequenos poemas escritos numa fase de descoberta por sentimentos e emoções. Pequenos recortes de amor, amizade e paixão vividos, intensamente, entre palavras empilhadas, agora guardadas num caderno de capa preta, camuflado no meio de outras páginas soltas.

 

Delicio-me ao reler aquelas palavras!

Trazem-me à memória a inocência e fogosidade daquilo que um pequeno coração descobre na fase mais rica, intolerante, incompreensível e fervorosa da sua vida.

 

Ai, que riqueza o que por ali anda... 

Que beleza a recordação, a intensidade, as palavras!

Tudo tinha sentido.

 

Aquelas borboletas esvoaçantes, que me encheram o quarto de sensações distantes, transformaram o meu sentir!

 

Agora restam os textos guardados na caixa, entre pastas arquivadas, que ficam esquecidas e protegidas pelas borboletas roxas e cor-de-rosa. Talvez, um dia, aquelas recordações voltem a sair da caixa, para encher o meu quarto de vida, entre o bater das asas da liberdade, numa viagem pelo passado...

 

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