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Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

A vida é tela em branco e nós somos os artistas

Falar sobre a Arte é pensar na subjetividade do olhar.

 

O artista, em frente a uma tela branca, pega no pincel e mancha, com a naturalidade das emoções que se fazem desenhar pelas suas mãos, aquilo que sente e vagueia pelo seu coração.

 

A dança dos pincéis que transformam a tela numa coreografia que dá vida à música que se ouve no ar. 

 

Uma música que ganha mais sentido através das palavras do poema que se canta, na beleza da voz que ressoa e que está a colorir a vida de quem a escuta.

 

Pensar na arte é sentir as emoções que esta despoleta através das sensações que o olhar absorve, que os ouvidos assimilam e que o coração constroí.

 

É dar significado a algo que em nós ganhou sentido, que nos acrescenta algo novo e luzido.

 

Há uma beleza na simplicidade, na vontade, na expressão. Há uma cor que dá vida ao céu numa dança de arco-íris. Há dor nas palavras. Há amor nas vozes. Há sentimentos na arte.

 

Falar de arte é pensar nas emoções. É afundar na intimidade do sentido em busca de um encontro único que ela nos proporciona.

 

Na sua subjetividade e no mundo do abstrato, imaterial, concreto e palpável. No mundo da contradição, da fugacidade e da eternidade. Tudo isto pode ser arte ou pode não ser absolutamente nada. 

 

Na verdade, o que importa, é mesmo o saber apreciar os prazeres que a vida desperta. Pois a vida é a nossa tela em branco e nós os artistas. Então, façamos a nossa própria arte. 

 

 

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