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Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

O Dia da Mãe é quando eu quiser

Celebrou-se ontem o ‘Dia da Mãe’. Mas aquele que alguém oficializou.

Acredito que ser mãe seja das tarefas mais ingratas que qualquer mulher, que seja boa mãe, pode desempenhar. São anos e anos de preocupação, de noites sem dormir, fraldas para mudar, narizes para assoar e birras para aturar. (Onde estão esses registos fotográficos que são os verdadeiros tesouros da nossa infância?).

A celebração destes dias traz um conjunto fotografias, mensagens e declarações de amor que são partilhadas nas redes socias (eu também o fiz!). Todo um mundo de corações que podemos partilhar, mas só neste dia. Só hoje é que é o Dia da Mãe, pelo menos, o oficial.

É clichê dizer que o dia da mãe é todos os dias. Elas bem sabem o que assim é. Injusto é não haver um Dia do Filho. Tenho sempre que esperar pelo Dia da Criança para celebrar mais qualquer coisa.

Podemos dissertar sobre o que é ser mãe, mas a verdade é que não faço ideia do que é desempenhar esse papel ou que é que ele exige. Mas sei bem o que é ser filha. Sei o que é dar preocupações, chatear, não saber recompensar ou ser merecedora de tantos esforços que a minha mãe faz por mim.

Por isso recebo sempre conselhos sábios do tipo: «Quando saires não bebas muito!». Nisto chego a casa e nem a chave consigo pôr na fechadura. Lá vem a santa da mãe abrir a porta e ri-se do teu estado lastimável ao chegares a casa; «Quando chegares a casa envia-me uma mensagem». Claro que são 8h30 e enquanto me estou a meter na cama  já ela está a trabalhar há hora e meia; «Já jantaste? O que é que comeste? Andas a comer pouco, precisas de comer mais e melhor». Quando olha para mim, apenas diz que preciso de fazer uma dieta.

Ser mãe é uma coisa maravilhosa, especialmente quando se tem uma filha como eu.

​E é à minha mãe que dedico este texto, pois uma foto não basta. E hoje celebro o Dia da Mãe outra vez. Porque quero. Porque posso. E porque ela é minha mãe todos os dias.

 

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