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Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Ciclo inquebrável

Os dias passam... Com eles aparecem as rugas como traços das histórias de uma vida que nos desgastou até à profundidade da nossa pele. 

 

Avançamos em busca de algo, como objetivos bem definidos, projetos e idealizações que têm de se concretizar a todo o custo.

 

O mesmo acontece com os astros. Pensemos nas estrelas que nasceram, cresceram, envelheceram e morreram. Mas, apesar da sua morte, continuam a brilhar, lá longe, num espaço inalcançável e que nos enche a tela do céu noturno de uma beleza indescritível.

 

Há um ciclo que não se pode quebrar: nascemos, crescemos, vivemos (ou não!) e morremos. É simples. É um facto e não se podem saltar passos.

 

Para viver é preciso tempo... Para morrer basta estar vivo.

 

Então, para refletir sobre a morte é preciso encontrar beleza na vida para esta signifique algo. Para que não seja vazia...

 

Hoje andamos na azáfama das rotinas inquebráveis. Percorremos os continentes, conhecemos culturas, lemos sobre tudo e sobre nada, conhecemos todos sem nos conhecermos a nós mesmos. Mas a vida tem sentido. Ou parece ter algum sentido...

 

Prefiro olhar para as coisas como símbolos de algo que nos enriquecem. No seu mistério de existirem, apenas embelezam este caminho que fazemos e cujo final é inevitável e certeiro.

 

Vamos aproveitar os instantes. Vivamos com alegria, comamos, bebamos, saltemos, brinquemos e abrecemos. Aproveitemos para dançar, cantar, sorrir, gargalhar, passear, olhar as estrelas e as paisagens naturais que embelezam o nosso olhar!

 

Apenas não nos esqueçamos de aproveitar todos os instantes. Até porque o Tempo não para e Morte há-de chegar. E no fim, o que é que nos resta?

 

estrelas.jpg

 

Nota: Este é o segundo texto da triologia Tempo, Morte e Amor que eu e a Lucia nos dispomos a escrever esta semana.