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Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Entre as amarras do tempo posso voar pela esperança

São longos os ramos que me suportam

Por duas cordas que me transportam,

Num vai e vem, num sobe e desce,

Num vem e vai, que desce e sobe.

 

São fortes e vigorosas

As amarras que me sustentam,

Que me levam a outro nível,

Que me trazem algo aprazível.

 

Um suporte em que me encaixo,

Em que me estendo e relaxo,

Num espaço em que alcanço

Que percorro a pé descalço.

 

Um balanço que me dá força

Que se distingue por entre abraços,

Nesta busca que me desconforta,

Que me destrói em pedaços.

 

Uma força desconhecida

Que impacta descobertas,

Revivo uma infância perdida

Na procura de imagens incertas.

 

Num baloiçar que me transporta à lua,

Que me leva por entre estrelas,

Entre beijos que cintilam,

Que aquecem nas friezas.

 

A água que escorre pelo rosto,

Do sopro intenso, do desgosto,

Numa experiência que me acaricia,

Que recorda a alegria.

 

Mas tudo são memórias,

Puereis e felizes,

Que ficaram no passado 

Que hoje, recordo com saudade.

 

Por isso, sento-me no baloiço,

Dou balanço para trás,

O vento sopra-me no rosto

E tudo isto me apraz.

 

Baloiço e sou feliz,

Baloiço e sou criança,

Entre as amarras do tempo 

Posso voar pela esperança.

 

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