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Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mais um sucesso!

Passados que estão mais de três meses do último post. Eis-me aqui!

 

O mundo não para, continua, insistentemente, apesar de cambalearmos, batermos, sermos sugados para uma realidade paralela da qual não entendemos o sentido.

 

Não há muito para dizer em relação ao que originou o meu último post, a não ser que provocou algumas reações, gerou algumas partilhas e do qual obtivemos algumas visitas.

 

Agora, entrou no esquecimento, tal como o motivo que o criou.

 

A vida voltou, mais ou menos, à normalidade.

 

Fala-se agora de cultura, da apanha do medronho que ainda resta, do frio que se avizinha, da chuva que não para, do Natal que se espera, da solidariedade coberta de cinzas...

 

Tudo passa, mesmo que nos falte um bocadinho. Um bocadinho que vamos colmatando com outros pequenos estilhaços que ficam de outras situações. Um bocadinho de nós que ardeu e que queremos esquecer, como se nada tivesse acontecido.

 

E, eis que surgem fotografias dos sítios que conhecíamos. Sim, conhecíamos, porque agora tudo parece estranho. O rali que se realizou este fim de semana, tal como em anos anteriores nalgumas estradas do concelho de Monchique, trouxe até à vista uma paisagem escura, negra, de paus colocados em fila que constituem uma teia e uma grade.

 

E, de repente, tudo vem à memória. Mas, logo surge a discussão do IVA das touradas ou dos dias de luto pela perda de animais de companhia. O ataque à Academia do Sporting, intitulado de ato terrorista, as manifestações pela subida do preço do combustível em França, as ondas no Tenerife ou as alterações climáticas.

 

Tudo nos desvia a atenção, e entramos no esquecimento do que aqui se passou.

 

Acho que o incêndio de Monchique também foi um ato terrorista. Foi o maior da Europa este ano. Foi aumentado pelo aquecimento global e alterações climáticas. Levou a população a fugir e bens a arder. Trata-se de algo que não se vai esquecer. Trata-se de uma situação que nos muda a vida, tal como o 11 de Setembro. No caso, correu-se atrás de Osama Bin Laden, fizeram-se guerras, morreram pessoas. Aqui, bastava, simplesmente, apoiar pessoas. Com uma ajuda que não implicasse mais impostos ou que cidadãos com mais de 60 anos se transformassem, de repente, em empresários de uma exploração agrícola, em projeto, composta por 3 canteiros e 10 galinhas.

 

O mundo está cheio de injustiças, de ingratidão, de medos, de lucros, de Homens com cifrões nos olhos, que não percebem que o dinheiro não se come, que o dinheiro não dá oxigénio, que o dinheiro só embeleza a vida exterior.

 

Tudo muda, tudo passa e era bom que tivéssemos aprendido alguma coisa com o que se passou em Monchique. Ou então não, e para o ano há mais. Mais um sucesso, tal como este incêndio foi caracterizado pelo Governo!

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Foto: Nelson Inácio (Todos os direitos reservados)

 

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