Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Manifestação das chaves que não abrem portas

Podia falar sobre portas que se abrem e fecham.


Sobre janelas que se abrem quando se fecham as portas.


De fechaduras enferrujadas que já nada as abre.


Podia falar de pessoas que abrem uma porta e que a voltam a fechar sem pré-aviso. E ela bate com força e tudo estremece um bocadinho.


Podia tentar discorrer sobre o coração e sobre os cadeados que se fecham a sete chaves e não deixam mais ninguém entrar.


Ou ficar a olhar, simplesmente, para a chave que carrego todos os dias na esperança de ir abrindo os diversos segredos que se me vão deparando.


Podia até mandar fazer uma chave suplente para que, se algo correr mal, ter uma alternativa para abrir a porta.


Mas, não.


Não tenho outro plano, nem me apetece olhar fixamente para a chave da esperança. Não tenho o segredo dos grilhões que prendem e assusto-me sempre que a porta bate. Não conheço a chave para a felicidade ou sequer sei usar uma chave de fendas quando é para desapertar um parafuso mais teimoso. Fica lá o parafuso, como se fosse a chave da abóbada que serve de pedra angular para a edificação...


Apesar de tudo, acredito que há uma chave mestra que abre o essencial, o problema é quando a perdemos e jamais a encontramos.

 

chave.jpg

 

Desafio lançado pela Alexandra de escrever sobre chaves.

 

2 comentários

  • Imagem de perfil

    Lúcia Costa 15.03.2019 18:33

    O pastel de Chaves ficou esquecido, porque ainda não tive o privilégio de o provar. No futuro, quando o «conhecer» pessoalmente, certamente terá um post dedicado a ele.
  • Comentar:

    CorretorEmoji

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.