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Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

O meu relógio está sem pilhas

O desafio de escrever sobre o tempo é que este passa fugazmente, como um presente que existiu num passado que se construiu.

 

Pensar sobre o tempo é deixar de viver o agora. É empancar no passado, projetar um futuro e esquecer o presente.

 

Sobre o tempo, muito se diz. A verdade é que ele passa e nada fiz. 

 

Que o tempo corre à velocidade do pensamento é para mim um facto. Sinto-o como criança que constrói um castelo na areia e que o vento derruba quando sopra.

 

Pensar o tempo é perda de tempo. É deixar de aproveitar o agora. É deixá-lo passar enquanto penso no que que estava a pensar. 

 

Quando penso o tempo, reflito sobre a rapidez com que este voa. Como pássaro que levanta voo e desaparece entre as nuvens numa manhã de sol que encandeia o olhar.

 

É olhar para "ontem" e reviver aquele Natal que passou e já não volta. Viver o hoje que deveria ser quase verão, mas em que o céu teima em chorar incessantemente. É sonhar com a beleza do "amanhã", em que as folhas amarelas, vermelhas e castanhas preenchem as copas das árvores numa beleza outonal que me encanta o coração.

 

Pensar sobre o tempo é refletir sobre o vazio. Aquilo que não se concretiza porque é apenas pensamento.

 

Se for para pensar, quero imaginar que estou a viajar. Assim viverei num tempo em que projeto um futuro que me passa pela imaginação. Em que, de olhos fechados, conheço o mundo e tenho sensações quase tão reais como num sonho em que acordo a sorrir.

 

Se for para pensar, quero pensar na felicidade. Aquela que imagino para mim em todos os momentos que vivo no presente constante.

 

Olhar para o relógio é ver o tempo passar, que corre através dos ponteiros sem nunca parar.

 

O meu relógio está sem pilhas.

 

Está parado no tempo. Num tempo presente que não é possível recuar nem avançar. 

 

Não sei em que tempo estou.

 

Quero pensar que vivo no presente.

 

Se for para pensar no tempo, que seja no agora em que vivo um momento.

 

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