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Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Sem título... (Sou de onde estou)

Sou um híbrido
Nem de cá, nem de lá
Não tenho estadia prevista
Não tenho horizonte definido
Cada dia, uma interrogação
Cada ano, uma nova localização
E a angústia
E o desespero
E a incerteza.
Não tenho naturalidade
Sou, de onde estou
E quero ir
E quero ficar
E quero estar.
Fico preso ao teu sorriso
À tua mão que se encosta à minha
À evolução do teu ser.
E, eis que me és arrancado
Gritas por mim, e eu por ti
Nunca mais te irei ver
Vou imaginar-te para sempre
Como um ser idílico
Como um ser que ajudei a construir
Vou sonhar contigo nas noites de verão
Vou sentir a tua mão
E, eis que chega um novo ano.
E a angústia
E o desespero
E a incerteza.
Cá estou eu
Um híbrido em qualquer lugar.
Sou o vento
que vai, sopra, deixa o seu ruído
faz-se sentir para sempre no teu olhar.

 

 

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