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Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Sempiterno instante

Todos os dias nos debatemos por ele.


Agreste, intenso, rezingão, arrogante na mesma medida em que é leve, suave e etéreo.


O tempo passa por nós, trespassa-nos, atravessa-nos, muda-nos o sentir. Muda quem somos. Muda o que somos. O que acreditamos...


Corremos desesperadamente atrás de um relógio desgovernado. Ano após ano, hora após hora, segundo após segundo. Até que por momentos surge a lucidez e tomamos consciência do que passámos, do que vivemos, do que sentimos. E passa tudo tão depressa! Numa velocidade descompensada. Tão veloz como a luz.


O tempo... tão desconcertante e no mesmo momento tão puro. 


Na curta duração de razão somos bombardeados com o crescimento dos que nos rodeiam e com o crescimento da criança que fomos. Rumamos, muitas vezes à infância, numa viagem no tempo de tranquilidade e fantasia. Lá era tudo tão mágico. E, de repente, somos sugados para a atualidade do passado.


Há quem diga que só pensa no presente. No hoje. Mas o agora já era. Cada instante já foi. Vivemos constantemente no passado e deixamos passar aquilo que mais queremos, porque o amanhã trará o que é preciso. Esperamos o amanhã como se o relógio se consertasse, como se o tempo controlasse e evoluísse à nossa medida. Mas, também, constantemente percebemos que o amanhã já passou. Que não o desfrutamos corretamente. Que não o aproveitamos.


Entretanto, surge a Esperança e o dia de amanhã será sempre melhor que o de hoje! E se não for?...

 

Tempo 1-thumb-800x529-157206.jpg

 

Nota: Este é o primeiro texto da triologia Tempo, Morte e Amor que eu e a Alexandra nos dispomos a escrever. Vejam o da Alexandra, também publicado hoje aqui.

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