Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Mantinha do Ego

Pequenos retalhos que cobrem o alvorecer de dois quotidianos...

Vamos pensar sobre a dignidade?

Apenas a algumas horas de se discutir o assunto que está na ordem do dia, esqueçamos, por alguns instantes, o preço dos combustíveis, as manifestações dos camionistas, a falta de profissionais de saúde ou a possibilidade de Cristano Ronaldo sair do Real Madrid.

 

A algumas horas de no Parlamento se incendiarem com acusações sobre quem é que deve decidir quem é que pode pôr fim à vida, esqueçamos, por mais alguns instantes, o furo para a exploração de petróleo ao largo de Aljezur, o fosso salarial entre mulheres e homens, que aumenta com a idade, ou a (in)decisão do Trump em avançar com a cimeira.

 

A verdade é que é preciso esquecer por alguns momentos.

 

É preciso esquecer, porque devemos parar, fechar os olhos, refletir e manifestar a nossa opinião de acordo com os nossos valores e ideais. 

 

Devemos refletir sobre aquilo que se vai passar amanhã. Não sobre as quatro propostas acerca do «direito a uma morte digna», mas sim sobre  o que é isto de morrer com dignidade. Será que é mesmo tomar um comprimido e descansar para eternidade? Não me parece.

 

Antes de pensarmos sobre o «morrer com dignidade» devemos agir para vivermos dignamente. 

 

Temos que parar para pensar no que é que andamos aqui a fazer, o que pretendemos e, mais importante, quem somos.

 

Amanhã vai ser discutido um assunto que diz respeito a todos nós. Mas com que direito esse tema vai ser abordado? Quem conferiu aos nossos representantes políticos a permissão de discuitr um tema tão sensível como o direito à vida? À nossa vida? Neste caso, a pergunta mais acertada talvez seja «Quem conferiu aos nossos representantes políticos a permissão de discuitr um tema tão sensível como o direito à morte?».

 

A verdade é que é sempre mais fácil optar pela morte do que fazer um esforço pela vida. Custa menos dinheiro e poupa bastante trabalho. Dá menos preocupações. Mas torna-nos insensiveis e passamos a descartar a velhice como se esta fosse o fim de qualquer oportunidade ou possibilidade de viver com dignidade.

 

Amanhã é dia de parar, refletir e manifestar opiniões. Mas com dignidade. Não de morrer, mas sim viver com dignidade. Ao fim e ao cabo, é disso que se quer falar: dignidade.

 

dignidade.jpg